Aprendendo com Georgette
Treinamento mental
Participei de uma palestra no Sesc e achei muito interessante alguns aspectos da palestra e resolvi passar para os professores e treinadores que se interessam no assunto.
As etapas do desenvolvimento de um atleta se apresenta dividida em três fases, durante os anos de prática:
1ª fase- Início
A criança brinca e experimenta, é o período de amostra e a entrada para os anos de especialização.
2ª fase- Performance
Momento de transição que é quando a criança começa a querer ganhar alguma competição.
3ª fase- Excelência
Quando se tem cerca da 10 anos de prática ou 10 mil horas. São anos de investimento dos pais.
Depois disso vem os anos de Manutenção que acontece logo depois de anos de grandes resultados. Não é só o atleta que passa por essas fases, o treinador também passa. O técnico que trabalha na base deve brincar com as crianças e quando entra na segunda fase (performance) deve ter outro comportamento e levar a sério, a brincadeira deve ser encerrada. Na etapa de investimento, ou seja de Excelência a rigidez não tem mais sentido, pois o atleta já tem definido sua sua decisão e seus objetivos.
A função dos pais também muda em cada uma dessas fases. Os pais nos anos de amostra também devem brincar sem cobrar.
Na segunda fase tem que cuidar da hora da alimentação, ser motorista, é como fazer um investimento financeiro na criança.
Habilidades mentais que temos que treinar?
*Aspectos fundamentais para ser atleta de alto nível tem que ter estas três habilidades:
- alcançar o objetivo
- autoconfiança
- compromisso com o que você quer
*Habilidades psicomotores pode ou não ter:
- reações ao stress
- controle dos nervos
- relaxar e ativar (acontece ao mesmo tempo durante a competição)
*Habilidades cognitivas pode ou não ter:
- Imaginação e prática mental (pratica o esporte fora do ginásio, na cabeça)
- foccus- concentração
- refocar
- plano de competição (o que você quer, como você quer fazer, para atingir qual objetivo?)
O atleta precisa lidar com a dor. Uma dor aguda raramente durante muito tempo. Uma dor que prolongada raramente é aguda. Não é porque a mãe está protestando que o técnico tem que dar ouvidos a ela, porque todo atleta tem que lidar com a dor.
“Um dos maiores stress é o próprio técnico, mas não há nenhum trabalho feito para os treinadores. Sempre cuidamos dos atletas e nós agüentamos tudo sozinhos, por isso, às vezes descarregamos em quem não devêramos, que é nos atletas”.
Georgette Vidor

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Georgette Vidor
Rio de Janeiro RJ, Brasil
contato@georgettevidor.com.br