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Mundial de Sttutgart
Olá pessoal
Agora o assunto é o Mundial de Sttutgart, que foi realizado de 1 a 9 de setembro/ 2007, e eu fui conferir.
Este mundial pré-olímpico é sempre o melhor, pois classifica os países para os Jogos Olímpicos, e no caso deste foi para Pequim/ 2008.
No feminino a grande surpresa foi o desastre da competição da equipe australiana. Foram pelo menos três quedas em cada aparelho, deixando a Austrália fora da final por equipes (oito melhores) e quase tirando o país dos Jogos. A Espanha depois de anos apresentando uma excelente equipe, desta vez não teve renovação, algumas ginastas estavam bem acima do peso ideal e a segunda melhor da equipe se machucou no primeiro aparelho e não pode mais competir. Ficou fora dos Jogos, uma pena. Falaremos dos problemas da Espanha nas próximas colunas.
Os Estados Unidos estavam com uma equipe muito boa, mas para a estrutura que eles tem, afinal são cerca de 10 mil meninas competindo e destas pelo menos 100 são do grupo elite, com grupo 3.500 academias e mais 20 universidades com equipes, acho que poderiam estar melhores.
A Romênia já não é a mesma, a sorte é que competem muito bem.
O Brasil fez uma boa competição e se classificou para afinal. A Jade esteve excelente, as duas novas khiuane e Ana Cláudia, a primeira bem segura mas errou a paralela e a segunda só acertou o solo, ela precisa competir muito para aprender a não errar. Lais Souza deu segurança a equipe e nas três provas que competiu se saiu muito bem (salto, paralela e trave). Daniele poderia ser se saído melhor, pois caiu no seu melhor aparelho (trave). Daiane no solo teve uma nota muito baixa, primeiro pela nota de partida que já não é mais tão boa e pela execução, que também não está lá essas coisas.
Na final o Brasil terminou em 5º ligar, dentre as oito melhores equipes do mundo. A Rússia tirou uma nota zero no salto sobre a mesa, por incrível que pareça, uma de suas ginastas correu e não desviou do trampolim, e bateu na mesa e claro, perdeu a chance de ter outra tentativa. Elas poderiam ter conseguido uma classificação no podium mas ficaram em 8º lugar. A ginasta mais experiente a Zamolodchikova chorou muito pois foi no último aparelho e as russas estiveram perfeitas até a besteira realizada pela ginasta no salto.
O Brasil acabou se beneficiando desse erro ficando atrás apenas dos EUA (1º) China (2º), Romênia (3º) e do surpreendente 4º lugar da Itália que fez uma excelente competição.
Na final individual, Jade Barbosa, a única representante brasileira dentre as 24 melhores do mundo, quase matou a todos nós do coração. Até o 3º rodízio de aparelhos estava em 1º lugar, e no solo teve uma queda na terceira acrobacia. O detalhe é que no Pan-americano ela estava errando a segunda acrobacia, por isso não esperávamos esse erro, mas ela teve sorte, porque a americana Liu Kin falhou, caiu da trave e não conseguiu se recuperar. Assim, no final, Jade Barbosa ficou empatada em 3º lugar no individual geral com a ginasta italiana Vanessa Ferrari.
O que é incrível é que a ginástica não é a mesma! Antes uma ginasta com queda, jamais ganharia uma medalha, e muitas dentre as 10 primeiras colocadas caíram. Quando em 2001 Daniele Hypólito, na época minha ginasta, ficou em 4º lugar no individual geral, a menos de 0,10 pontos de diferença. Não houve quedas, muito pelo contrário, a competição foi duríssima, mas a ginástica não é mais a mesma, a perfeição está longe dos nossos dias.
Tudo no feminino foi melhor que o esperado saindo o Brasil mais respeitado do que nunca. Nas próximas colunas falaremos do masculino e do nosso bicampeão, Diego Hypolito.

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