Globo Repórter acompanha a dura rotina de dois atletas olímpicos



Prazer e sacrifício: veja como é o dia a dia de um medalhista no judô e de uma jovem ginasta na busca pelo pódio.


Oito da manhã. Começa um novo dia em São Paulo. Mais um dia na vida de um atleta olímpico. A equipe do Globo Repórter visita a casa do judoca Rafael Silva, o ‘baby’. Ele é peso pesado. São 165 quilos distribuídos em 2,03 metros de altura.


Enquanto isso, do outro lado da ponte aérea, ‘little’, pequena, é um dos apelidos da Flávia Saraiva. A Flavinha, da ginástica tem 1,33 metros e 32,5 quilos. Aos 16 anos, está no auge da carreira em um esporte em que adolescentes são profissionais. Esta é uma modalidade esportiva com sobrenome: ginástica artística. E se é arte, precisa transmitir prazer, alegria, beleza. Elásticas. Graciosas. Dando vida aos sonhos de menina.


Prazer e sacrifício. A família de um atleta sabe muito bem como se misturam esses sentimentos.


Rafael medalhou em 2012. Ou seja, subiu no pódio olímpico. Foi bronze nos Jogos de Londres há quatro anos. O primeiro brasileiro a conquistar uma medalha entre os pesos pesados do judô. A Flávia ainda não medalhou em Jogos Olímpicos. Será a estreia dela. Mas tem acumulado experiência e bons resultados.


Às 11h da manhã, o baby chega na academia. Malhação bem mais pesada que o trânsito da metrópole. São duas horas, duas horas e meia às vezes, entre halteres, pesos, aparelhos. Baby está cuidando de um rompimento no tendão do músculo peitoral direito que o fez ficar de fora dos Jogos Pan-Americanos.


Depois de tanto esforço é preciso recarregar as energias do corpo. Engana-se quem pensa que um sujeito que precisa estar acima dos cem quilos pode comer o que quiser e à vontade. Não é bem assim. O prato é caprichado mas a refeição, balanceada e controlada. O mesmo acontece com a Flavinha. A diferença, e que diferença, é o tamanho do prato.


Enquanto a ginasta sonha com um doce, o judoca sonha de fato. Preciosos minutos de sono durante a sessão diária de fisioterapia, que ocupa parte da tarde. Tempo que a Flávia tem para estudar - afinal, ela ainda está em idade escolar.


Depois da soneca, baby faz um lanche caprichado. Na sequência, mais treino para os dois, pra variar. A vontade de acertar e a aversão ao erro os torna imunes ao cansaço. Baby ainda sua o quimono e a Flavinha está terminando as sessões de fisioterapia e hidromassagem. Por fim, o jantar sabor medalha. Descanso que vale ouro. Até o grande dia chegar, viver um dia de cada vez. Em todas as dores e delícias de ser atleta.


Matéria: Globo Repórter: http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2016/05/globo-reporter-acompanha-dura-rotina-de-dois-atletas-olimpicos.html

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